A queda da taxa de juros Selic acompanha o crédito imobiliário

0
68

Com exceção dos financiamentos automotivos e imobiliários, o crédito para pessoa física caiu mais de 25% no território brasileiro. Isto é, a taxa de juros Selic caiu mais de 61%.


O Copom – Comitê de Política Monetária Nacional – decidiu reduzir a taxa de juros Selic em 61,40% em apenas 24 meses. Através da taxa de 5,50% anual, faz com que modifique totalmente a vida do investidor. 

O dinheiro rende menos na renda fixa, mas deixa a vida mais fácil para quem precisa fazer um empréstimo. Portanto, as linhas de crédito estão mais acessíveis no mercado. O ciclo de corte da Selic foi iniciado em setembro de 2017, segundo a Anefac – Associação Nacional dos Executivos de Finanças. 

De fato, ficou mais barato pegar um dinheiro emprestado. Porém, nem todo mundo sabe disso. Isso porque houve uma queda grande nos planos de investimento. As linhas de financiamento pessoal, de aquisição de bens e, em menor escala, a do ramo automotivo seguem o ritmo da queda da taxa de juros Selic.


>

Os bancos

Geralmente, o natural é que os bancos operem acima da taxa Selic. Segundo a dirigência da Anefac, o crédito cai mais rápido pelo motivo da garantia da modalidade fiador e de quem penhora os bens. Se não pagar, o banco leva. 

De certa forma, o mercado financeiro e a formação de preços criam expectativas em cima da Selic. Afinal, ela impacta diretamente no preço do consumidor. Inclusive, qualquer produto que é preparado para o consumo tem todo um sistema de processos e funcionários que dependem de pagamentos para produzirem o item. 


Receba nossas novidades

Seu cartão está quase pronto
Deixe seu e-mail para receber dicas e novidades sobre Cartões , Crédito e Financiamentos 95%

O mesmo acontece com o banco. Não tão só a Selic, mas o risco da inadimplência, depósito compulsório do banco e afins. Outro fator importante é a concorrência no mercado. Nem tanto para esperar a redução chegar no consumidor final, mas para descentralizar o volume de crédito.

As taxas

Mesmo que o Brasil não espere grandes resultados e, que venha a cair pelos próximos meses, é esperado 5% no final do ano. Além disso, a queda do crédito pessoal depende da retomada econômica no país. 

Já que falamos sobre os imóveis, o crédito para habitação caiu, entre 2017 até o momento (2019), de uma taxa de 11% para 8,4%. Isso de acordo com as taxas médias dos contratos dos principais brancos. Antes do Copom se pronunciar, a taxa de juros Selic era de 2,4 %, ou seja, a menor da história. Agora, chegou a 2,9%.

A pressão em prol dos cortes bancários e a queda das taxas Selic continua. Portanto, é desejado um movimento nos próximos dois meses. Alguns ajustes já foram feitos por alguns bancos. 

O Itaú aplicou a redução para os clientes desde segunda-feira (23). Já a Caixa Econômica Federal alegou que vai estudar as possibilidades das mudanças e o Banco do Brasil ainda não se posicionou sobre o assunto até essa publicação.

O corte

Em setembro de 2016, a taxa de juros Selic estava em 14,25%. Atualmente, comprar um automóvel de 40 mil reais, parcelado em 60 vezes, traz uma economia de 13 mil reais. Mas se for uma geladeira, 1.500 reais dividido em 12 parcelas, a economia é de R$111,12. 

No entanto, a diferença é considerável, principalmente à longo prazo. Portanto, é fundamental conhecer a disposição do mercado financeiro. Afinal, a taxa abre portas para quem está endividado e pode negociar para quitar seu crédito. 

Por via de regra, a queda da taxa Selic serve como referência para quem quer pegar empréstimo mais acessíveis. Da mesma forma, a poupança também não pode ser tão ruim. Entretanto, rende 70% da taxa Selic, sendo um dos melhores produtos para objetivos de curto e médio prazo.