A polícia federal busca fraude no INSS de 55 mi de reais em aposentadoria

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A polícia federal busca fraude no INSS de 55 mi de reais em aposentadoria

Caso a PF encontre fraude no INSS, o grande montante de 347 milhões pode ser poupado. A grande economia vem da investigação na participação de advogados, contadores e servidores do INSS. Inclusive, as fraudes vêm de aposentadorias com criações que nunca tiveram contribuição. 


O prejuízo que o grupo causa pode vir a trazer a economia de 347 milhões de reais. Portanto, são cerca de 80 policiais federais, 22 mandados de busca e apreensão nas agências do INSS. Os locais de busca estão nos endereços de Diadema, na capital paulista e em Guarulhos. 

A 9ª Vara Federal Criminal de São Paulo expediu as ordens para que as investigações do esquema fossem realizadas. O tempo de contribuição do FGTS fictício, através de empresas inativas, utilizava-se dos documentos utilizados pelas empresas para recolhimento dos fundos.

A fraude

As guias de recolhimento do FGTS e de são documentos utilizados pela empresa para prestar informações à Previdência Social. Uma das informações contidas no documento é o tempo de contribuição dos funcionários. 


Segundo a PF, a fraude no inss possibilita que o órgão consiga conceder aposentadorias sem que tenha ocorrido contribuição suficiente ou nem sequer algum vínculo de trabalho. Inclusive, foram centenas de benefícios e fraudes nos servidores do INSS.

Alguns requisitos importantes previstos legalmente como carência e conferência de documentos foram violados. Segundo a polícia, os escritórios do INSS utilizavam documentos fictícios.

O pente fino

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Em seis servidores do INSS, estavam concentrados centenas de benefícios fraudulentos. De acordo com a Polícia Federal, a ação investiga cinco advogados que captavam os clientes e faziam o requerimento da aposentadoria junto ao departamento do INSS. 

Ainda mais, afirmaram que os investigados, caso seja comprovado de fato o crime, poderão ser indiciados por organização criminosa, estelionato e inserção de dados falsos. Portanto, as penas variam de 2 a 12 anos de cadeia. 

Da mesma forma, os benefícios suspeitos serão cabíveis de uma revisão administrativa do INSS e poderão até ter os pagamentos suspensos pelo órgão. Além disso, a operação levou o nome de “Cronocinese”, sendo que a escolha está relacionada em manipular o fluxo em referência ao mecanismo de fraude, no caso, a criação fictícia do tempo de contribuição. 


A investigação acontece através da Polícia Federal e pela Coordenação Geral de Inteligência Previdenciária e Trabalhista do Ministério da Economia. Ou seja, uma força-tarefa previdenciária destinada a limpar o circo das fraudes. 

Os beneficiários

Aqueles que são segurados do INSS e recebem a aposentadoria há mais de 15 anos, com idades entre 55 e 59 anos, podem ficar tranquilos com a ação. Da mesma forma, os aposentados por invalidez e com mais de 60 anos também vão ficar de fora. 

No pente-fino do Bolsonaro, os inválidos que não  renovaram nos últimos seis meses passarão pela ação. Já para as pessoas de meia idade, é importante tomar bastante cuidado com as falsas promessas de aposentadoria fácil. Afinal, qualquer um pode cair em um golpe fraudulento e ter seus documentos utilizados indevidamente.